sexta-feira, 17 de novembro de 2017

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇA



“Ah, não... Deixa eu ficar só com essa lembrança..." – Joel Berish


Como sempre, estou assistindo um grande filme com um atraso de anos!


Definindo em uma palavra: inusitado!


Não é um filme que empolga, mas nos faz pensar naquilo que nos tornamos ou somos a partir das lembranças que, para o bem ou para o mal, fazem parte das nossas vidas.


O filme se passa quase que totalmente na cabeça de Joel Barish, que por vingança (ou dor) resolve apagar as lembranças de sua namorada Clementine (que fez o mesmo processo na intenção de apagar as lembranças de Joel).


Ora, quantas vezes gostaríamos de apagar lembranças de pessoas ou situações que nos machucaram? O filme “brinca” com essa possibilidade.


Apesar das dores, prefiro ficar com as lembranças. Joel, que toma consciência durante o processo de que suas memórias estão desaparecendo, se arrepende da decisão que tomou. Não é o amor que ele quer que permaneça, mas as lembranças que, de alguma forma, o transformaram.


Lembranças, de alguma forma, são momentos! Esses momentos nos moldaram. Claro que não é uma sentença! Podemos, em cada minuto, decidir como esses momentos podem nos afetar.


No fim, acredito que podemos nos conhecer melhor a partir de nossa memória e lembranças. Quem sabe, depois de um tempo, possamos olhar com mais ternura nosso passado e lembranças.


Minha nota para o filme: 8