quarta-feira, 26 de abril de 2017

Você é pipoca ou piruá???


Piruá é aquele milho de pipoca que fica no fundo da panela... aquela que não quis estourar...

Ora, pra ser pipoca, o milho precisa passar pelo fogo!!

A metáfora do Ruben Alves é perfeita!!! Afinal há pessoas que se recusam a se tornarem "pipoca"...

O "fogo" é o catalisador da mudança... 

S. Paulo em sua carta aos Romanos nos diz que não podemos nos recusar a mudar nossa mente... ou seja, não podemos nos limitar mas estar em constante renovação de mente!! (Romanos 12:2)

Metanóia!!! Palavra grega já utilizada por Platão há, pelo menos, 400 anos antes de Cristo... Significa "mudar de ideia"... Significa "mudar de atitude"...

Aproveite para refletir... Você pode mudar de ideia, sempre!!!

Você é pipoca ou piruá???


*Postei no FB há um ano...

domingo, 23 de abril de 2017

Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez?


Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez?

Semana passada? Mês passado? Ou não lembra?

O que falta? Tempo? Vontade?

A pergunta não é original, obviamente! Mas quanto mais o tempo passa, mais inventamos desculpas para não fazer aquilo que almejamos (ou pelo menos dizemos).

Vamos lá... já se passaram 112 dias desde o ano novo e será que já começamos a cumprir as promessas feitas no réveillon...

Vencer velhos vícios, mudar hábitos, sair do piloto automático, desenvolver resiliência... ou ainda, pular de paraquedas ou viajar para fora do país.

Veja, não precisamos de grandes decisões, mas de pequenas atitudes decisórias que podem mudar completamente nossa vida, futuro ou realidade. São pequenas metas que alcançadas diariamente que são capazes de colocar-nos novamente no protagonismo de nossas vidas.

Ora, PRECISAMOS SENTIR QUE ESTAMOS VIVOS!!!

A rotina de nossos dias nos absorve duramente... Queremos, no final do dia, desligar nossos cérebros e esperar o final de semana pra sermos “felizes”. Contudo, a vida não é só isso. Precisamos de mais! Precisamos de uma razão! Precisamos de PAIXÃO! Precisamos de alguma coisa que nos dê TESÃO PELA VIDA!!!

No dia 20 de março deste ano resolvi sair do sedentarismo. Resolvi que estava na hora de caminhar ou correr para ter uma vida um pouco mais saudável. Meu primeiro dia foi horrível! Extremamente cansativo e, olhe, foi apenas caminhada...

Estabeleci uma pequena e ambiciosa meta. Participar de uma corrida de 5km no dia 21 de abril, ou seja, apenas 32 dias depois de começar as caminhadas. Confesso que nos primeiros dias, pensei que não conseguiria, mas continuei com os treinos diários.

Depois de 3 semanas de treino, eu já estava muito entusiasmado... apesar de não estar tão rápido, já conseguia correr os 5km!! Mas ainda faltava o coroamento do esforço: participar e completar minha primeira corrida.

Treinei até dois dias antes da corrida e eu estava bem ansioso. Chegou o grande dia e cheguei bem antes horário.

O mais importante é que consegui! Cara... Que baita orgulho de mim mesmo... hahaha!!!

Agora posso responder, a última vez que fiz algo pela primeira vez, foi antes de ontem, quando participei da minha primeira corrida de 5km!

Bom, não posso e não vou parar, já tenho um novo objetivo. Completar minha primeira corrida de 10km.

O que posso dizer mais? Que aprendi algo muito valioso! São essas pequenas experiências que nos elevam e resgatam nossas vidas. São experiências positivas que podemos aplicar em qualquer área de nossas vidas.

E você? Já decidiu o que vai começar amanhã?








segunda-feira, 3 de abril de 2017

Sem rodinhas




Neste último final de semana tirei as rodinhas da bicicleta do meu filho de 5 anos! Como vibrei quando ele conseguiu vencer alguns metros equilibrando-se sem minha ajuda...

Na verdade, vibramos juntos!!! E fiquei claramente emocionado!

Um misto de alegria, orgulho e prazer em ver meu “pocoyo” vencendo uma etapa na vida dele.

De fato, é muito confortável andar com as rodinhas, elas representam proteção, apoio e segurança... e na vida é necessário, para seguir em frente e alcançar novos horizontes, tirar o conforto das “rodinhas”.

Quando estamos com medo ou inseguros, nos apoiamos naquilo que estamos acostumados, contudo chega o momento que precisamos ir além...

Medo!! Êxtase!!! Tensão!!

Meu filhote, ao contrário de muitos de nós, deu uma grande aula de superação... em nenhum momento ele teve medo de cair ou se ralar (que por sinal caiu e se ralou várias vezes)... e nós??

Demoramos em tirar nossas “rodinhas” porque temos medo de nos estropiar... Quantas decisões deixamos de tomar porque é melhor continuar andando com a segurança das rodinhas?

Rodinhas = zona de conforto

Meu filho acabou me dando grandes lições:


1. Ainda vou cair e me machucar, mas a sensação de vitória é inigualável.

2. Sem “rodinhas” poderei contemplar novas oportunidades.

3. Sem “rodinhas” terei novos objetivos.
4. Sem “rodinhas” voarei mais alto, irei mais longe e mais rápido.

Enfim, são lições que, às vezes, esquecemos e que basta olhar para as crianças para lembrar...

Sem rodinhas para sempre!

quarta-feira, 29 de março de 2017

OBLÍVIO



Desde muito cedo sempre considerei confiar na minha memória... Não que ela seja um grande prodígio, mas sempre me ajudou em algumas situações.

Todavia, ter uma boa memória, de tempo em tempo, torna-se para mim um grande peso. Primeiro porque não lembro apenas das coisas boas mas lembro daquilo que me machucou. E segundo, ainda não sei lidar com todas as emoções envolvidas.

Pois é... Somente de algum tempo para cá, venho desenvolvendo uma forma pessoal de “esquecimento”... na verdade, tento ligar o “f***-se”, mas só Deus sabe o quanto é difícil, em certa altura da vida, encontrar esse botão!

Algo inusitado aconteceu essa semana e a “lâmpada amarela” acendeu!!! Então aquela voz interior me disse: Cara... esqueça esse negócio! Exercite o esquecimento!!! Ou pelo menos resista... Feche os olhos e faça de conta que não é com você!!!

Finalmente entendi que para seguir em frente, de verdade, o passado deve ficar onde realmente já está: NO PASSADO!!


Ainda não é tarde para mim... Minha conta com o passado agora tá zerada!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Temperamentos transformados




IPSEIDADE¹

Nesta última semana reli um livro chamado “Temperamentos Transformados” escrito na década de 70 por Tim LaHaye (faleceu no ano passado aos 90 anos).

O livro, de modo geral, trata da teoria dos humores desenvolvida por Hipócrates para explicar a personalidade ou temperamento das pessoas.

Tim Lahaye, de forma empolgante e magistral, consegue descrever 4 personagens bíblicos através de seus temperamentos a saber:

Pedro, o sanguíneo;
Paulo, o colérico;
Moisés, o melancólico e;
Abraão, o fleumático.

Terminei o livro, mais uma vez, encantado em como Deus criou cada ser humano de forma única!! Somos feitos de muitas qualidades e tantos defeitos... E são esses “defeitos” que Deus quer mexer para que saibamos viver em plenitude de Espírito e, realmente, manifestar o fruto do Espírito descrito por Paulo aos Gálatas...





DEVIR²

A principal mensagem do livro é a seguinte, Deus pode transformar sua vida! Ele não vai mudar o seu temperamento, mas pode transformar um irascível colérico em alguém mais amável e com grande domínio próprio. Um inconsequente sanguíneo em alguém ponderado... e por aí vai...

Para Deus não existe “síndrome de Grabiela”... Embora não seja de um dia para o outro, se colocarmos nossas vidas nas mãos do Senhor, Ele manifestará Sua vontade, amor e transformação!!

Uma vez conhecendo nosso “lado B”, saibamos confessar ao Senhor nossas fraquezas com sinceridade para que a cada dia possamos experimentar sua boa, perfeita e agradável vontade.

Abraço a todos


¹ Ipseidade: Aquilo que é determinante para diferenciar um ser de outro(s); o atributo próprio, característico e único de um ser, que o difere dos demais.
² Devir: Passar a ser; fazer existir; tornar-se ou transformar-se.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quebrando a cara!


Não muito tempo atrás li um texto cujo título era “Vai quebrar a cara”.

De fato, a grande pergunta era: o que nos leva a seguir em frente, mesmo sabendo que vamos quebrar a cara?

Não tenho muitas referências mas tentarei refletir um pouco do que li naquela época.

O texto basicamente falava sobre viver nossas próprias histórias mesmo sabendo que poderíamos quebrar a cara optando pelo caminho que naturalmente não deveríamos escolher.

Beber ou comer além da conta, molhar-se na chuva, confiar em alguém não confiável e outras coisas mais... Ainda que sabendo das consequências, queremos vivenciar, experimentar, aprender algo que ainda não aprendemos. É como se houvesse uma necessidade de conhecer certas dores e depois reconhecer aquela voz irritante dentro de você dizendo “EU TE DISSE”.

O que nos torna tão humanos, sem dúvida, é essa capacidade de errar, de se surpreender e assim, também, crescer.

O que posso dizer? Já quebrei a cara algumas vezes!!! É certo que vou ainda quebrar mais vezes porque por mais que vivamos, ainda sentiremos as dores e os prazeres das nossas escolhas.

Confesso que por muito tempo tive medo e ainda tenho. Optei, muitas vezes, pelo caminho mais óbvio, fácil ou “natural”. Embora a consciência nos torne mais covardes (assista aqui), tentarei deixá-la de lado em alguns momentos ou pelo menos direi aos meus filhos que experimentem com mais paixão a vida.

Na próxima vez que eu quebrar a cara, eu conto aqui...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

IDIOSSINCRASIAS



“Eu não busco a perfeição em ninguém. Não quero que busquem isso em mim.” – Charlie Brown Jr.

Com 20 anos de atraso, finalmente assisti o aclamado filme “Gênio Indomável”. Gostei muito do filme e, realmente, quero assistir outras vezes.

Muitos dos diálogos entre Will Hunting (Matt Damon) e Sean McGuire (Robin Williams) são maravilhosos porque Sean consegue identificar o medo que há por trás da agressividade de Will. Aspectos humanos, psicológicos e filosóficos permeiam os diálogos, mas tudo isso de forma muito leve e que nos leva a refletir sobre a nossa própria vida.

Um dos vários pontos que comecei a refletir foi sobre a “perfeição”. De como criamos expectativas irreais sobre o outro e de como temos medo de decepcionar o outro. Ora, o que nos torna humanos senão nossas imperfeições e, principalmente, nossas idiossincrasias.

O jeito que aquela pessoa fica irritada, aquela frase falada de forma irônica, a piada contada pela enésima vez, talvez o sotaque ou aquela risada “engraçada” que todos sabem que somente sua... Tudo isso são “particularidades particulares” que nos atraem e que torna o outro tão perfeitamente imperfeito.

Li, recentemente, que não deveríamos ter medo de nos expor, pois para que haja liberdade, é necessário nos abrir de forma plena. Então, entra-se novamente aquilo que comecei a falar. Vivemos com tantas expectativas que temos medo de avançar em nossa intimidade. Temos medo de mostrar quem realmente somos porque, simplesmente, não queremos decepcionar o outro.

Relações e relacionamentos são difíceis! Preciso, ainda, aprender muita coisa. De modo geral não crio falsas expectativas em relação ao outro, por isso me zango pouco. Porém não consigo me expor com tanta facilidade.

Uma pessoa, uma vez me perguntou se era possível gostar de alguém sem conhecer seus defeitos... Respondi prontamente: Claro, que sim!!! Quem não gosta de pessoas perfeitas!!!

Por fim, precisamos ser mais honesto conosco. Vivemos com tantas “personas” em nossas vidas que acabamos esquecendo quem somos apenas para satisfazer as expectativas do outro.

Minha viagem à ilha desconhecida continua...