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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

ESCREVER É ESCREVER! (5/30)

 



ESCREVER É ESCREVER!


Escrever é escrever... e como é difícil colocar as ideias no papel! Já falei, certa vez, sobre como a “folha em branco” me paralisa. A verdade é que me sinto um tanto “patético” a respeito das coisas que coloco sobre o papel. 


Uma amiga muito querida (ela, sim, Escritora com “E” maiúsculo) disse certa vez que “escrever é uma relação amorosa, silenciosa e secreta (mesmo que publicada) entre o escritor, a letra e a palavra”. 


Talvez, o maior desafio não seja escrever todos os dias, mas não me colocar no tribunal de autojulgamento. É um grande exercício, não só de autoconhecimento, mas, também, de superação. 


Hoje, estou bem cansado... é sexta-feira, já é um tanto tarde e aqui estou fazendo elucubrações sobre “escrita”. 


Escrever é escrever! E falta-me verve! Mas, sobra vontade. 


E faço mais uma confissão. Quero me aventurar nos contos! Tenho maturado essa ideia porque sinto-me exatamente como disse o irretocável Ariano Suassuna: "Na minha vida não acontece nada e eu gosto de contar histórias. Se eu não mentir, vou contar o quê?". 

Dentro de mim, há muitas histórias!!! 


A escritora Isabelle Câmara disse, com muita propriedade, que “escrever pressupõe coragem e desprendimento”. Sim, acredito nisso! Coragem para revela-se e desprendimento para não fazer do simples texto, um fim em si mesmo. Ora, quem lê pode, simplesmente, não enxergar com as mesmas lentes daquele que escreveu, afinal, parafraseando a Ruben Alves, lemos o que somos! 


ESCREVER É ESCREVER! 


Passei e passo muito tempo lendo muitas coisas e, às vezes, sinto-me um “obeso literário”... estava contando para meu filho de 10 anos que quando eu tinha 10 anos, eu gostava de “colecionar” artigos de jornal! Eu tinha um caderno onde eu colava os artigos que achava interessantes ou legais (olhando para trás, vejo que eu não era um garoto normal)! Não passava um dia sem ler jornais ou revistas (não tinha acesso a tantos livros na época). 


Acho que não consigo, ainda, escrever um pequeno conto para postar neste mês de novembro. Estou escrevendo “à flor da pele” e sem muita exigência. Refletindo sobre como foi o dia, algum insight inspirado em alguma conversa ou uma simples vontade de falar amenidades. 


Por fim, há uma sensação boa em deixar essas notas expressas! Apesar dos altos e baixo, quero que isso se torne um hábito. 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

UMA BORBOLETA ME DISSE

 

(imagem: www.lojinhadoteo.com.br)



UMA BORBOLETA ME DISSE

"As nossas linhas... se não fossem tortas, não teriam se encontrado." - Morada (Sandy)


Encontrei uma borboleta. Ela me disse que seu nome era Beĩ e me explicou que seu nome significava "um pouco mais" em Tupi. E sua vida foi, assim, sempre "um pouco mais"!

Beĩ, bela e livre! Todavia, disse-me que a vida de borboleta não é fácil, é perigosa visto que há muitos predadores no mundo que costumam atacar de forma traiçoeira. Ela me mostrou várias de suas cicatrizes adquiridas na vida e no tempo.

Fiz um pacto de amizade com Beĩ. É um pacto simples: ser verdadeiros, corajosos e transparentes.

Clarice Lispector desenvolve a tese de que ficamos diferentes quando juntos de nossos amigos! Acho que ela tem razão! Davi, Rei de Israel, dizia que sua amizade com Jônatas era mais importante que o "amor da mulheres"! E a verdade, comprovada por tantas histórias de amizade, é que precisamos, sim, de amigos para enfrentar a vida!

Assim, com um começo despretensioso, encontrei Beĩ! Uma borboleta ocupada em ser borboleta! Mas, que vez ou outra pousa por perto. Pousa para descansar, contar histórias, ouvir ou, apenas, ficar em silêncio junto com o meu...

Pois bem... Contei para ela coisas profundas e sentimentos ocultos.

Ela acolheu, beijou meu rosto e disse:

"E eu desejo que a gente consiga se reunir em outro nível de vínculo. 
Também te desejo caminhadas à beira da praia e vento no rosto
Te desejo voos de pipa e companheirismo de filho. 
Te desejo individualidade, mesmo acompanhado, coragem e liberdade
Te desejo os sorrisos que sorríamos às segundas-feiras, para todos os dias. 
Te desejo abraços intermináveis de filha e colo de mãe. 
Te desejo sonhos sonhados, não os comprados na padaria. 
Te desejo vulcões ativos e mergulhos profundos
Te desejo uma dança de olhos fechados e um banho de chuva.
Te desejo um livro, no qual você possa ler e contar sua própria história."

Espero que haja tempo para todas essas coisas...

Obrigado, Beĩ!!!

terça-feira, 4 de maio de 2021

ENTRE AS LINHAS

 


ENTRE AS LINHAS

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Sempre digo aos meus filhos, ainda que não entendam muito bem toda a sabedoria disso, para que olhem além do óbvio! Leiam as entrelinhas, escutem o que dizem além das palavras e vejam além do que está no primeiro plano...

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Há 3 anos, rabisquei isso e mostrei aos dois... como era de se esperar, Samuel, na época com 6 anos, não conseguiu reconhecer o que está escrito, mas Thalita, que sempre teve um outro olhar, imediatamente leu!

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Quando eu era criança, eu lia compulsivamente histórias em quadrinhos e cheguei a ter uma modesta coleção de aproximadamente 1.200 “gibis”! A maioria era Maurício de Souza e Carl Barks... Sabe o que eu achava mais legal e interessante? Algumas histórias contadas no fundo dos quadrinhos!!! Rolava uma historinha secundária, normalmente divertida, que não tinha nada a ver com a história do primeiro plano!

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Encaro isso na vida! Quem é de fato a pessoa com quem estou falando?

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Recentemente o poeta @zackmagiezi fez uma pequena provocação dizendo “me fale algo sobre você...” Ele diz assim: “Me fale algo sobre você / Me fale sobre a sua sombra / Me fale sobre a sua dor / Suas manias bobas...”. É necessário estar interessado nessas coisas! É necessário dedicação para “desenterrar” tais coisas! É necessário, também, se abrir em uma troca totalmente justa.

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Eu sei que não é um exercício fácil! De modo geral, olha-se para quase tudo e, infelizmente, para quase todos de uma forma muito superficial. As relações tornam-se descartáveis, pois é muito fácil substituir qualquer coisa hoje em dia. Ir além da ponta do iceberg requer tempo, energia e entrega.

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Por fim, ajuste o foco das suas lentes (ou tente enxergar pelas lentes do outro)! Preste um pouco mais de atenção naquilo que está por trás das “telas”. Leia os olhares pois denunciam a verdade das palavras.

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Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço!

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(Você conseguiu ler o que está na imagem? Escreva "sim" ou "não" nos comentários.)

quinta-feira, 22 de abril de 2021

SE EU FOSSE EU

 



SE EU FOSSE EU
Por Clarice Lispector
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“Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir. E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
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Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro. “Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.”
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*Crônica publicada no livro “A descoberta do mundo”.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

ESCREVENDO À FLOR DA PELE

 



Confesso! Confesso que a “folha branca” causa-me desconforto e pânico. Da mesma forma que carrego certa “síndrome do impostor”, transfiro isso para a escrita pois tenho a mesma sensação. Sensação de ansiedade, um certo stress e de que serei “julgado” pelo impiedoso tribunal dos meus leitores imaginários. Sim, meus leitores são imaginários porque talvez eu tenha, no máximo, uma meia dúzia de pessoas que levam à sério algo que eu escreva.


O fato é que quase todos os dias escrevo alguma coisa, mas não é nada sistemático. Um comentário em alguma rede social, um insight de algo que li, uma oposição a algo que não concordei...


Dizem que escrevo bem... E como todo e qualquer elogio, minha tendência é de retração. De pensar o quanto o outro está equivocado quanto ao que escrevi. E, veja, nem sempre as ideias são minhas, me apoio “em ombros de gigantes” como dizia o célebre Isaac Newton.


“Para escrever eu preciso supor que me queres
Acreditar que desejas meu corpo magro de papel
Crer que cobiças as curvas de minhas letras
E o fruto da minha mão”

 Ana Maria Netto Machado


Em parte, meu receio está em “transgredir”! Penso no título de um livro da Lya Luft (“gigante” da literatura e da escrita) que se chama “Pensar é transgredir”. Quando pensamos e quando escrevemos cometemos desatinos dentro de nós. Tais desatinos, ou transgressões, e essa é a cerne da questão, nos colocam na “berlinda” ou diante do “grande tribunal” (Ok! Entendo que esse tribunal é imaginário, também). O desabafo, o conto, o desejo, a assimetria, as contradições, as ambiguidades, tudo... podem se encontrar no texto que ao mesmo tempo alivia e pode causar desconforto. E o desconforto está em descobrir quem somos.


“É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós.”

 José Saramago


Escrever é sair de mim mesmo e, também, mergulhar em águas profundas. “Dangerosíssima viagem” (como bem disse Drummond) para onde estão aquelas sombras.


Por isso, escrevo “à flor da pele”. Preciso “conhecer como sou conhecido”. Porque preciso ouvir minha própria voz.


Cláudio Regis

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

EU E A "SÍNDROME DO IMPOSTOR"



EU E A "SÍNDROME DO IMPOSTOR"


Um dos maiores desafios que tenho em minha vida é aceitar elogios!


Sim... De certa forma tenho aquela tal “síndrome de impostor”!


Não consigo (e por mais que eu tente) não consigo enxergar as mesmas virtudes em mim que muitos falam...


Contudo a busca por autoconhecimento, ainda que de forma lenta, está me ajudando a reconhecer que também tenho tais virtudes.


Confesso que escrever que “tenho virtudes” já bate uma ansiedade tremenda... e dá vontade de parar por aqui, apagar tudo e deixar esse texto pra lá!


Aprendi, recentemente, que há 5 caminhos para diminuir essa “síndrome do impostor”:


1. ACEITE ELOGIOS.  Para algumas pessoas isso parece bem fácil e muitos buscam alimentar sua vaidade pessoal através dos elogios. Apesar do “turbilhão” que sinto, só preciso dizer “obrigado” e entender que o elogio é positivo e eu não estava “enganando ninguém” e que meu trabalho foi bem feito.


2. ADMITA SEUS PONTOS FORTES. Tenho problema em admitir que sou bom em alguma coisa! Sempre acho que está faltando alguma coisa... um exercício diário: dizer para mim mesmo que EU TENHO TALENTO, EU TENHO DONS, EU POSSO SER MELHOR DO QUE ONTEM!


3. DIVIDA SEU CONHECIMENTO COM O PRÓXIMO. É exatamente isso que estou fazendo! Parece bobo, mas a “síndrome do impostor” nos incapacita de se achar relevante em alguma área.


4. TIRE TEMPO PARA VOCÊ. É importante sentir a própria PRESENÇA. Parece um tanto clichê, mas exercícios físicos, a leitura, o hobby e, também, a solitude são formas de se encontrar. Mas, não apenas se distrair ou, como no meu caso, se “narcotizar” com milhões de coisas para não pensar em si mesmo... É sentir o próprio corpo, ouvir sua própria voz, reconhecer que faz algo bom!


5. NÃO FAÇA COMPARAÇÕES. Esse item nos faz voltar ao primeiro. Muitas vezes não aceitamos o elogio porque nos comparamos com outras pessoas. Cada pessoa tem sua trajetória e caminho. Redes sociais são, nesse sentido,  uma armadilha para muitos e, veja, nem sempre correspondem a realidade. Aceite que você, e todos, têm competências (aceite isso) e fragilidades (aceite isso, também). Seja apenas você mesmo.


Comente com um elogio! Tenha certeza que vou gostar! rs


Beijo pra quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A DOR DE ESCREVER

Colocando vida na escrita...


Sempre digo o quanto dói, para mim, escrever qualquer coisa. Engraçado é que todo mundo diz que "escrever cura" ou que "escrever ameniza a dor".

Ok! Preciso ser menos crítico com as coisas que coloco no papel (?)...

Estou tentando um novo processo.

Uma amiga de longa data disse-me, certa vez, que eu era um "Atlas", aquele cara da mitologia condenado a manter o mundo/universo nas costas e que não precisava ser assim. O maior problema, talvez, seja não saber fazer isso.

Confesso... tenho muitas e muitas dores por carregar tantos "e se..", tantos "por quê?", e tantas coisas que sei, intelectualmente falando, que não tenho controle algum!

São tantas fraturas que tenho na alam que não sei se poderia contar todas elas... Quem sabe seja por isso que a escrita doa tanto? O poeta Renato russo em uma de suas canções disse:

"...toda dor vem do desejo de não sentirmos dor"

Um ano novo começou! Mais uam vez me pego fazendo "não-planos" para fingir que alguém como eu pode "restaurar" alguma coisa...

Falando em dor e em fingir, lembrei do poema "Autopsicografia" de Fernando Pessoa:

"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"

Preciso, como o poeta, transformar minha dor. Trazê-la a tona para detonar com ela...

Esse é o caminho?

Espero que sim!


sábado, 29 de dezembro de 2018

2018: DESERTO, AMOR E GRAÇA

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Em uma palavra defino 2018 como DESERTO!

Lugar de sede, fome, frio e solidão! Totalmente dependente da GRAÇA!
Grato por este deserto! Pois lá é lugar de aprendizagem, resiliência, força, fé e amor!

Conforme DT 8:2, Ele nos mostra, verdadeiramente, o que está oculto em nossos corações... Portanto, passamos a conhecer melhor o que está dentro de nós, nossas agendas ocultas que nem sempre são tão claras para nós mesmos!
Tentei seguir com minhas próprias forças...

Sucumbi! Tropecei! Caí! Tive medo!

Mas havia uma nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite dizendo para onde ir!

Cego! Quis ignorar tudo isso! E mais uma vez, tropecei e caí!

Clamei por Ele! Senti seu toque! Seu Amor!

Deu-me Pão (Ele é o Pão)!

Deu-me Água (Ele é a Fonte)!

Deu-me Abrigo (Ele é o Abrigo)!

Deu-me a Direção (Ele é o Caminho)!

Admiti minha total incoerência e incompetência (como uma criança que não pode se alimentar ou vestir-se sozinha ou, ainda, andar sem ajuda)...
Ele estendeu Sua mão como um Pai que ajuda seu filho após uma queda! Machucado, ferido, orgulho quebrado... abracei-O e disse: Perdoa-me Papai! Eu me perdi!

Ele apenas me amou! Ele apenas me perdoou! Ele, mais uma vez, perdoou esse filho mimado e insolente!

- Obrigado, Papai! Obrigado pelo seu sustento, Amor e Perdão! Obrigado!

O "kosmos" chama isso de "autoconhecimento", que seja...

Chamo apenas de GRAÇA! Imerecida, inexplicável e irresistível GRAÇA!!!


Feliz HOJE novo e FELIZ ANO NOVO!!!

domingo, 23 de abril de 2017

Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez?


Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez?

Semana passada? Mês passado? Ou não lembra?

O que falta? Tempo? Vontade?

A pergunta não é original, obviamente! Mas quanto mais o tempo passa, mais inventamos desculpas para não fazer aquilo que almejamos (ou pelo menos dizemos).

Vamos lá... já se passaram 112 dias desde o ano novo e será que já começamos a cumprir as promessas feitas no réveillon...

Vencer velhos vícios, mudar hábitos, sair do piloto automático, desenvolver resiliência... ou ainda, pular de paraquedas ou viajar para fora do país.

Veja, não precisamos de grandes decisões, mas de pequenas atitudes decisórias que podem mudar completamente nossa vida, futuro ou realidade. São pequenas metas que alcançadas diariamente que são capazes de colocar-nos novamente no protagonismo de nossas vidas.

Ora, PRECISAMOS SENTIR QUE ESTAMOS VIVOS!!!

A rotina de nossos dias nos absorve duramente... Queremos, no final do dia, desligar nossos cérebros e esperar o final de semana pra sermos “felizes”. Contudo, a vida não é só isso. Precisamos de mais! Precisamos de uma razão! Precisamos de PAIXÃO! Precisamos de alguma coisa que nos dê TESÃO PELA VIDA!!!

No dia 20 de março deste ano resolvi sair do sedentarismo. Resolvi que estava na hora de caminhar ou correr para ter uma vida um pouco mais saudável. Meu primeiro dia foi horrível! Extremamente cansativo e, olhe, foi apenas caminhada...

Estabeleci uma pequena e ambiciosa meta. Participar de uma corrida de 5km no dia 21 de abril, ou seja, apenas 32 dias depois de começar as caminhadas. Confesso que nos primeiros dias, pensei que não conseguiria, mas continuei com os treinos diários.

Depois de 3 semanas de treino, eu já estava muito entusiasmado... apesar de não estar tão rápido, já conseguia correr os 5km!! Mas ainda faltava o coroamento do esforço: participar e completar minha primeira corrida.

Treinei até dois dias antes da corrida e eu estava bem ansioso. Chegou o grande dia e cheguei bem antes horário.

O mais importante é que consegui! Cara... Que baita orgulho de mim mesmo... hahaha!!!

Agora posso responder, a última vez que fiz algo pela primeira vez, foi antes de ontem, quando participei da minha primeira corrida de 5km!

Bom, não posso e não vou parar, já tenho um novo objetivo. Completar minha primeira corrida de 10km.

O que posso dizer mais? Que aprendi algo muito valioso! São essas pequenas experiências que nos elevam e resgatam nossas vidas. São experiências positivas que podemos aplicar em qualquer área de nossas vidas.

E você? Já decidiu o que vai começar amanhã?








quarta-feira, 29 de março de 2017

OBLÍVIO



Desde muito cedo sempre considerei confiar na minha memória... Não que ela seja um grande prodígio, mas sempre me ajudou em algumas situações.

Todavia, ter uma boa memória, de tempo em tempo, torna-se para mim um grande peso. Primeiro porque não lembro apenas das coisas boas mas lembro daquilo que me machucou. E segundo, ainda não sei lidar com todas as emoções envolvidas.

Pois é... Somente de algum tempo para cá, venho desenvolvendo uma forma pessoal de “esquecimento”... na verdade, tento ligar o “f***-se”, mas só Deus sabe o quanto é difícil, em certa altura da vida, encontrar esse botão!

Algo inusitado aconteceu essa semana e a “lâmpada amarela” acendeu!!! Então aquela voz interior me disse: Cara... esqueça esse negócio! Exercite o esquecimento!!! Ou pelo menos resista... Feche os olhos e faça de conta que não é com você!!!

Finalmente entendi que para seguir em frente, de verdade, o passado deve ficar onde realmente já está: NO PASSADO!!


Ainda não é tarde para mim... Minha conta com o passado agora tá zerada!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quebrando a cara!


Não muito tempo atrás li um texto cujo título era “Vai quebrar a cara”.

De fato, a grande pergunta era: o que nos leva a seguir em frente, mesmo sabendo que vamos quebrar a cara?

Não tenho muitas referências mas tentarei refletir um pouco do que li naquela época.

O texto basicamente falava sobre viver nossas próprias histórias mesmo sabendo que poderíamos quebrar a cara optando pelo caminho que naturalmente não deveríamos escolher.

Beber ou comer além da conta, molhar-se na chuva, confiar em alguém não confiável e outras coisas mais... Ainda que sabendo das consequências, queremos vivenciar, experimentar, aprender algo que ainda não aprendemos. É como se houvesse uma necessidade de conhecer certas dores e depois reconhecer aquela voz irritante dentro de você dizendo “EU TE DISSE”.

O que nos torna tão humanos, sem dúvida, é essa capacidade de errar, de se surpreender e assim, também, crescer.

O que posso dizer? Já quebrei a cara algumas vezes!!! É certo que vou ainda quebrar mais vezes porque por mais que vivamos, ainda sentiremos as dores e os prazeres das nossas escolhas.

Confesso que por muito tempo tive medo e ainda tenho. Optei, muitas vezes, pelo caminho mais óbvio, fácil ou “natural”. Embora a consciência nos torne mais covardes (assista aqui), tentarei deixá-la de lado em alguns momentos ou pelo menos direi aos meus filhos que experimentem com mais paixão a vida.

Na próxima vez que eu quebrar a cara, eu conto aqui...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Janelas



Depois de alguns dias doente, confesso que não estava muito a fim de escrever... sempre sofri para colocar meus pensamentos para fora, mesmo escrevendo, fico pensando, repensando, elucubrando, repensando, pensando...

Bom, não é essa a ideia do post.

Ontem, em algum momento do dia, lembrei-me da Janela de Johari e sobre como as nossas relações interpessoais afetam e são afetadas por aquilo que sabemos, ou não, sobre nós e sobre o outro.

O mais interessante é que expliquei isso para minha filha de 11 anos e ela adorou a ideia...

De qualquer forma, o que a Janela mostra é que precisamos nos conhecer mais... mas que não é possível fazer isso sozinho!!! Precisamos justamente do outro para ampliar os “quadrantes” que interessam...

Assim, impossível não se lembrar da sabedoria bíblica que diz “é melhor serem dois...”. Sempre penso nisto como aqueles que são grandes amigos (e quero falar sobre amizade em algum post, ainda).

Para ampliar o conhecimento que temos de nós mesmos, precisamos do feedback das pessoas que nos relacionamos e vice versa. É uma espécie de “teoria dos jogos” aplicada à vida... Quanto aquilo que está mais profundamente oculto, outras coisas são necessárias, mas isso é assunto para outro dia!!


Um grande abraço!