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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

CONTE MAIS... (21/30)


CONTE MAIS... 

Não quero saber apenas que está bem...

Conte mais...

Quero saber detalhes daquele show incrível que você foi...

Conte mais...

Está feliz?

Conte mais...

Está triste?

Conte mais...

Quem você conheceu em sua última viagem?

Conte mais...

“Pagou mico”?

Conte mais...

Conte mais sobre você! Conte mais sobre sua história e sua trajetória! Conte sobre suas verdades e os porquês das suas escolhas! Conte mais sobre a incrível pessoa que você é! Aquela pessoa real que só existe quando está sozinha no quarto e não precisa impressionar ninguém. Quero saber quais os seus medos e rir das músicas esquisitas que você gosta de ouvir.

Quero escutar! Quero te conhecer de verdade! Quero mais do que apenas arranhar a superfície... Quero saber quem está por trás do sorriso fácil...

Então... Conte mais...

SOBRE ESSE DESAFIO DE ESCREVER TODOS OS DIAS (20/30)

 



SOBRE ESSE DESAFIO DE ESCREVER TODOS OS DIAS.


Eu sei... desafiei-me a escrever qualquer coisa durante os 30 dias do mês de novembro e tenho certeza de que meus cinco leitores habituais perceberam que não estou cumprindo bem esse desafio.


Deixe-me dizer algo sobre isso... não sei se foi o melhor momento do ano para tentar fazer isso...


Confesso que comecei essa história inspirado em alguns exemplos que vi em algumas redes sociais... um vídeo por dia, uma foto por dia, um post por dia... e por que não, um texto por dia?


Pensando bem, é a primeira vez que faço algo assim e, embora não seja necessário prestar contas para ninguém, vejo-me um tanto “frustrado” por não manter a regularidade da escrita nestes últimos dias.


Como li certa vez, “escrever é um ato de coragem”! E sou um sujeito bem medroso! Rs


A verdade é que em alguns momentos, coloquei meu coração inteiro em alguns textos e em outros momentos havia sutilezas que um outro leitor mais próximo poderia identificar.


Bom... ainda temos alguns dias pela frente... E com o passar dos dias, por dezenas de motivos, está ficando mais difícil manter a regularidade da escrita. Por outro lado, nem tenho essa obrigação, rs


Escrever, de alguma forma é libertador. Apesar de tudo, há um lado bem positivo! Vamos em frente!


Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

ESCREVIVÊNCIA (16/30)

 


ESCREVIVÊNCIA

 

“Não se pode escrever nada com indiferença.” - Simone de Beauvoir 

 

Sim, é possível escrever com indiferença. É possível criar sem qualquer afeição. É como “procriar” em um sentido biológico. Sem afeições, apenas instinto!


Entendo, entretanto, que não existe neutralidade em nada!


"A arte não precisa de justificativa”, já apregoava o holandês Hans Rookmaaker. Não há necessidade de que arte seja panfletária ou utilitarista. Que a arte seja apenas arte (boa arte)!


Enquanto escrevo, procuro dentro de mim as referências que estão mais latentes... Os livros que li, as frases que chamam minha atenção, os autores que me são caros, as pessoas que despertam o que tenho de melhor (às vezes, apenas chamando a atenção sobre como coloco as vírgulas).


O Carl Jung, certa vez, disse que “nascemos originais e morremos cópias” pois, crescemos tentando nos moldar aos padrões da sociedade e dos vários círculos que fazemos parte. E, em parte, há verdade no que ele diz...


Ser original é um tanto difícil! Ficamos entre o “nada se cria, tudo se copia” do Velho Guerreiro (para os mais novos, essa era uma das alcunhas do apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha) e o “roube como um artista” do Austin Kleon (este escreveu sobre a importância das influências, das ideias coletadas e da “remixagem” de tudo o que for preciso para fazer algo maior e mais criativo).


Certa vez, eu disse que escrever, de alguma forma, é como encontrar o próprio traço no desenho. Mesmo os melhores desenhistas começaram “copiando”, experimentando e desenvolvendo seu próprio traço. Tenho feito o mesmo nestes últimos dias. Expressando, ainda que tão cansado, o que há de melhor aqui dentro.


Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço!

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

QUAL O SEU MAIOR DESAFIO? (10/30)

 


QUAL O SEU MAIOR DESAFIO?

 

Mais uma vez chega o fim do dia e não tenho a mínima ideia do que poderia falar aqui hoje. O tempo passa, como sempre, e minha mente continua travada diante da “folha branca” (eu falei sobre isso no começo do ano).


No entanto, conversando com uma amiga, ela compartilhou uma pequena vitória em sua vida. Ela completou sua primeira corrida de 5km. Nossa! Como fiquei feliz por ela!  Ela comentou sobre a sensação de chegar no final, a superação dos limites e de como tudo parecia tão difícil! Eu disse para ela que essa sensação é incrível pois, passei por isso, também!


Gosto muito de uma crônica da Clarice Lispector chamada “Se eu fosse eu” (depois pesquisem por aí), onde ela diz de forma muito clara que esse “’se eu fosse eu’ parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido...”. E de fato, como li recentemente, em um artigo no Linkedin, “seus sonhos são realmente seus?”. A pergunta longe de ser apenas retórica, nos remete até à infância e questiona se as escolhas que fizemos foram, realmente, escolhas conscientes.


Muitas vezes, em nossas vidas, apenas “seguimos o fluxo”, não manobramos nosso frágil barquinho e apenas deixamos o rio nos levar... 


A pequena (gigante vitória) de minha estimada amiga me fez lembrar de como é possível, com vontade e disciplina (nem sempre com tanta disposição) é possível contar novas histórias e abrir as janelas para novos mundos. 


“Se eu fosse eu...” representa parar de fingir ou ter medo! Queremos, de alguma forma, ser perfeitos! Ora, quero escrever textos perfeitos todos os dias. Quero que alguém possa ler e dizer “wow”! Todavia, não é como andar de bicicleta! 


Hoje, lembrei (ou fui lembrado) de que somos quem somos quando nos desafiamos! Somos quem somos, quando rompemos nossos próprios limites e os casulos que nos envolvem.


Ela me disse o seguinte: “Esse ano me ensinou muito, viver um dia de cada vez e apreciar os detalhes. Ser amante da vida... diariamente!”. Não tem melhor definição de felicidade (Nizan Guanaes que o diga)! 


Quer ser feliz? Seja você! Esse é o desafio! Ahhh, se eu fosse eu... 


Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.

domingo, 7 de novembro de 2021

LIÇÕES DA PANDEMIA (7/30)


LIÇÕES DA PANDEMIA (7/30)

Ouçam agora, vocês que dizem: "Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro".
Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.
Ao invés disso, deveriam dizer: "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo". - Tiago 4:13-15

1. A vida é breve e tudo pode mudar em instantes. O poeta e escritor britânico Oscar Wilde disse, certa vez, que “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”. A brusca parada de nossos afazeres e o afastamento social nos fez refletir sobre a importância da própria vida. O autor do livro de Eclesiastes disse que “há tempo para nascer e tempo para morrer”. O dia que nascemos já passou, mas quanto tempo ainda resta? Agostinho de Hipona disse que só existe um tempo, o presente: o presente da memória (daquilo que passou), o presente da expectativa (um futuro que não existe ainda) e o presente “agora” (percepção do que está acontecendo). Portanto, viva! 

2. A saúde mental é muito importante. Cuidar do corpo e da higiene é importante. Mas, bem sabemos que com a pandemia, vieram os transtornos de ansiedade, o pânico, a angústia, a tristeza, a raiva, a sensação de impotência e o burnout. O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han cunhou a expressão “sociedade do cansaço” que, resumidamente, fala de uma sociedade “viciada” em performance e em alto desempenho. Já estávamos vivendo uma crise, neste sentido, antes da pandemia. As coisas só despencaram mais. Desse modo, cuide do corpo, mas avalie seriamente sua saúde mental. Caso seja necessário, busque ajuda profissional. 

3. Precisamos valorizar mais nossos amigos e familiares. O isolamento social trouxe como consequência a privação de nossos encontros. Seja com familiares ou com amigos próximos. É inegável o quanto isso afetou a convivência, de modo geral. Os mais velhos, por fazerem parte do grupo com maior risco de contaminação e morte, foram os que mais sofreram com isso. E, infelizmente, muitos ainda adoeceram e partiram. Aparentemente, as coisas estão melhores. Boa parte da população já está vacinada e com isso os encontros já estão acontecendo de forma um pouco mais natural. Acredito que em muitas famílias teremos um belo reencontro neste próximo Natal. Esteja perto de quem você ama. Abrace, sempre, como se fosse a última vez. 

4. Home office não é de Deus! Desculpem-me os adeptos desta modalidade de trabalho, mas trabalhar remotamente, para mim, é o fim.

5. Apesar de tudo, temos gratas surpresas. Seja o casamento de alguém, o nascimento de um bebê ou até mesmo conhecer um novo amigo para compartilhar afinidades ou transformar “alguns minutos” em algo peculiarmente eterno. Gosto de uma frase da escritora Viviane Andrade: “Há flores no meu caminho. Elas estão por toda parte. Porém invisíveis aos olhos apressados pelo cotidiano. Ao ver flores no caminho o barulho da rotina faz silêncio e é possível escutar os pássaros louvando à vida.”. Há flores no caminho, há pássaros cantando e borboletas voando. 

6. Deus continua sendo Deus! Entenda o seguinte, não é problema questionar Deus, ou, ainda, orar jogando sobre Ele a raiva, a frustração, o seu lamento ou tristeza. Muitos homens fizeram e fazem isso! Jó, Jeremias, Habacuque e muitos outros. O Apóstolo Paulo até recomenda aos manos de Filipos que ao invés de andar inquietos ou ansiosos, façam com que Deus conheça suas petições através da oração, súplica e ações de graça. Quando oramos, citando mais uma vez o C.S. Lewis, não mudamos Deus, mas mudamos a nós mesmos! Ore e confie! Os “pontos serão ligados” de alguma forma. 

Não é uma lista exaustiva. Na verdade, parece que é até um tema bem recorrente, visto que aprendemos lições a cada dia. Se possível, comente dizendo algo que você aprendeu nesta pandemia. 

Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.