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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

CONTE MAIS... (21/30)


CONTE MAIS... 

Não quero saber apenas que está bem...

Conte mais...

Quero saber detalhes daquele show incrível que você foi...

Conte mais...

Está feliz?

Conte mais...

Está triste?

Conte mais...

Quem você conheceu em sua última viagem?

Conte mais...

“Pagou mico”?

Conte mais...

Conte mais sobre você! Conte mais sobre sua história e sua trajetória! Conte sobre suas verdades e os porquês das suas escolhas! Conte mais sobre a incrível pessoa que você é! Aquela pessoa real que só existe quando está sozinha no quarto e não precisa impressionar ninguém. Quero saber quais os seus medos e rir das músicas esquisitas que você gosta de ouvir.

Quero escutar! Quero te conhecer de verdade! Quero mais do que apenas arranhar a superfície... Quero saber quem está por trás do sorriso fácil...

Então... Conte mais...

sábado, 6 de novembro de 2021

INDECISÃO (6/30)


 INDECISÃO (6/30) 

 

"Toda escolha implica uma perda!”. Com essa frase, Leandro Karnal começa a discorrer em várias de suas palestras, a importância de ter em mente que tudo aquilo que tomamos como decisão, deixamos para trás alguma coisa, ou seja, sempre haverá uma perda. Balada ou estudar para prova? Comer ou fazer dieta? Escolher alguém para casar implica, como disse o Stephen Kanitz, abrir mão de todas as outras possíveis escolhas, seja no presente ou no futuro (não precisamos polemizar este exemplo). E há centenas e centenas de exemplo diários. 


O corolário do existencialismo de Sartre é que “somos livres para fazer escolhas, mas prisioneiros de suas consequências” ou, nas palavras do próprio filósofo “Viver é isto: ficar se equilibrando todo o tempo entre escolhas e consequências.”.  


Somos livres para fazer escolhas. E algumas escolhas ou possibilidades de escolha geram certa angústia e assim chego no ponto de hoje. A angústia da indecisão. 

Há decisões que são mais difíceis de tomar como, por exemplo, a faculdade que vai estudar, o curso que vai fazer, a casa que vai morar, o número de filhos, a carreira que vai seguir 


Há um elemento catártico em colocar certas questões no papel. E seguindo o conselho de uma amiga, tenho “me jogado” na escrita e acabo visitando questões que são latentes dentro de mim. 


Sempre fui indeciso e faço mais uma confissão... passei muito tempo “seguindo o fluxo do rio” sem medir as consequências de apenas “deixar meu barco sem rumo”. Tenho um temperamento fleumático e os mais “esotéricos” dizem que o elemento dos fleumáticos é a água, ou seja, molda-se de acordo com o lugar ou circunstância. Em outras palavras, é alguém adaptável, mas conforma-se com as circunstâncias. E assim, além da dificuldade de tomar as próprias decisões, acaba assumindo compromissos que não estão em seu coração. 


Não decidir é uma decisão, também! Na pior das hipóteses é deixar que tomem a decisão por você e isso pode ser fatal em alguns momentos. 


Costumo dizer que “decisão” é sempre “cisão”! Há divisão, perda, consequências e, talvez, por isso seja angustiante (pelo menos para mim é) fazer escolhas. 


Tenho quase 50 anos e ainda estou aprendendo a conviver, sem grandes preocupações, com as decisões tomadas. Claro que a maturidade e o tempo ajudam. Procuro, quando possível, o conselho de um ou outro amigo para que tudo seja menos angustiante. 


E por fim, seja qual for a decisão, comprometa-se com você mesmo. Que seu “sim” seja verdadeiramente “sim” e seu “não” seja verdadeiramente não”... No mais, tenho certeza que as coisas se ajustam.


Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

PORQUE AQUILO QUE IMAGINAMOS É DIFERENTE DA REALIDADE? (4/30)

 


PORQUE AQUILO QUE IMAGINAMOS É DIFERENTE DA REALIDADE? (4/30)


Há alguns dias, batendo papo com uma amiga, ela me abordou com essa pergunta que dá título ao texto de hoje... A princípio, por causa do curso da conversa, pensei que se tratava de algo como “teoria x prática”, mas a pergunta era um pouco mais profunda, pois se tratava da velha “expectativa x realidade”.


Bom, quero dizer algo antes... adoro teatro! E eu sinto muito por não ter tantas oportunidades de ver boas peças. O teatro, diferente dos filmes com seus (d)efeitos especiais, é muito mais lúdico e onde tudo pode acontecer. Não importa se é uma comédia, um conto, um clássico ou épico, ou até mesmo um monólogo... tudo se encaixa de forma espetacular. 


O fato é que diante do público, cada um tem seu papel devidamente definido e cada ator representa conforme o roteiro. 


Mas, a vida, embora muitos representem vários papéis, não tem um roteiro pré-definido! E a pergunta que fica é que não quer calar: estamos vivendo ou apenas representando? Vivendo ou apenas encenando?


Diante do mundo, infelizmente, temos “medo” de ser quem somos, de verdade. Queremos afeto, admiração, reconhecimento, reputação... por isso, gostamos de encobrir nossos defeitos e sombras.


Entendo que não vamos alardear nossos defeitos aos quatro cantos da terra, afinal queremos dar o nosso melhor, todavia usamos algumas máscaras (Ou serão armaduras? Lembrei do opúsculo “O cavaleiro preso na armadura”, de Robert Fisher) para não mostrar totalmente quem somos. 


Representamos bem, de modo geral! Seja no primeiro encontro, seja naquela entrevista de emprego. 


Junto, ainda, temos um grande “juiz” interno (os freudianos chamarão de “superego”) que modula nossa conduta diante do outro. Apesar disso, como diria Moe Szyslak (personagem de Os Simpsons), “ninguém presta”! Rs 


Há um bom tempo atrás, por indicação do meu terapeuta (nessa época era outro), li um livro chamado “Múltipla escolha” da Lya Luft. Apesar do título, o livro tem outra pegada. Ela compara a vida ao teatro. Ela diz que de alguma forma, todos somos diretores, atores, espectadores (e um dia quero escrever como é se sentir apenas um espectador ou coadjuvante na vida), assistentes e assim vai... e a tese dela é ótima! E, talvez, essa seja a sugestão do livro, somos e temos múltiplas escolhas conforme cada ocasião (ou será cada ato?). 


No fundo, a gente bem sabe que finge de alguma forma. Assumimos muitas “personas” (como estou “junguiano”!) para conviver bem em tantos contextos existenciais... 


Então, nos acostumamos com essa “vida” e nos perdemos de vista, também! 


Precisamos nos perguntar “quem sou eu despido das máscaras, armaduras, trajes, maquiagens??". Se tudo for tirado, o que será que sobra? 


Posso garantir uma coisa.., essa jornada não é fácil! 


Primeiramente, porque nem sempre queremos passar pelo processo! Segundo, nosso coração é enganoso (como bem disse o profeta chorão, Mano Jeremias, aquele da Bíblia) e vai encontrar desculpas para não seguirmos o melhor e mais difícil caminho. E, por último, acessar este lugar causa dor. 


No Antigo Testamento da Bíblia, especificamente no livro de Deuteronômio, Deus diz ao seu povo: "coloquei vocês no deserto para mostrar o que estava em seu coração." 


Esse é o ponto! Nem sempre sabemos do que somos feitos até que a gente entre em um deserto! São nos desertos da vida que aparece o que há de melhor e o que há de pior em nós! É no caminho inóspito que todas as máscaras caem! O tempo que isso levará, só depende de cada um! 


Mas, o que isso tem a ver com “expectativa x realidade”? Tudo! 


Dentro de nós, queremos ser “bons de cama”, “astros do rock”, “cantores de sucesso”, “pais perfeitos”, “profissionais de altíssima performance” e, às vezes, fazemos de tudo para que nos percebam assim! Lá no fundo, sabemos bem quem somos... Pobres, cegos e nus! Não queremos que vejam nossa nudez... as folhas de figueira continuam sobre nós!

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ? (3/30)

 


O QUE FAZ VOCÊ FELIZ? (3/30)


A pergunta do título foi a provocação que meu psicólogo fez há alguns dias! 

Cláudio, o que faz você feliz?

Vixe! Que pergunta difícil! Na hora, minha cabeça se encheu de definições e teorias!

(E aproveito o ensejo para um pequeno “entre parênteses”... sempre tive a sensação de viver a vida com muita teoria e pouca prática. Sempre me entupi de informações sem descobrir, efetivamente, o que fazer com elas.)

Fiquei desconcertado. Falei da “eudaimonia” de Aristóteles, a “beatitude” de Agostinho e cheguei na “Alegria” ou “borealidade” de C. S. Lewis. Mas, não era isso que ele perguntou. A pergunta é simples, mas nada é simples para uma mente tão caótica como a minha. Por fim, saí da sessão com um “não sei” como resposta e a certeza de que eu precisava encontrar dentro de mim qual é o meu “bliss” (na icônica frase “follow your bliss” de Joseph  Campbell, tem-se a sensação de que não é possível traduzir “bliss” por mera “alegria”, mas algo como “aquilo que faz seu coração vibrar”).

Lembro que no final do ano passado o grande publicitário Nizan Guanaes colocou como título em seu texto de fim de ano a seguinte pergunta: Você aguenta ser feliz?

Pois é, não basta encontrar sua Alegria, é preciso encarar a Alegria e aguentar ser feliz.

Mas, estou fugindo do tema (e quem me conhece bem de perto, sabe que adoro “abrir muitas abas” sobre diversos assuntos afins, ou não)... Fujo, obviamente, porque ainda não sei responder.

Estou testando algumas das tantas “teorias” que povoam minha alma e escrever um texto por dia, apesar de difícil em certos momentos, dá uma sensação de Alegria.

De qualquer forma, tenho consciência de que, ainda que eu não tenha encontrado tal “felicidade”, há elementos que podem, certamente, nos desviar deste caminho que considero de autoconhecimento. Medo, controle, culpa ou, até mesmo, prazeres temporários que desvirtuam a verdadeira sensação de Alegria.

Então, Cláudio Regis, qual a sua Alegria? O que faz você feliz?

Ainda não sei! Entretanto, o que posso dizer é que procurar por ela já me dá uma ponta de Alegria.

#novembro #desafio #desafio30dias #challenge