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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ? (3/30)

 


O QUE FAZ VOCÊ FELIZ? (3/30)


A pergunta do título foi a provocação que meu psicólogo fez há alguns dias! 

Cláudio, o que faz você feliz?

Vixe! Que pergunta difícil! Na hora, minha cabeça se encheu de definições e teorias!

(E aproveito o ensejo para um pequeno “entre parênteses”... sempre tive a sensação de viver a vida com muita teoria e pouca prática. Sempre me entupi de informações sem descobrir, efetivamente, o que fazer com elas.)

Fiquei desconcertado. Falei da “eudaimonia” de Aristóteles, a “beatitude” de Agostinho e cheguei na “Alegria” ou “borealidade” de C. S. Lewis. Mas, não era isso que ele perguntou. A pergunta é simples, mas nada é simples para uma mente tão caótica como a minha. Por fim, saí da sessão com um “não sei” como resposta e a certeza de que eu precisava encontrar dentro de mim qual é o meu “bliss” (na icônica frase “follow your bliss” de Joseph  Campbell, tem-se a sensação de que não é possível traduzir “bliss” por mera “alegria”, mas algo como “aquilo que faz seu coração vibrar”).

Lembro que no final do ano passado o grande publicitário Nizan Guanaes colocou como título em seu texto de fim de ano a seguinte pergunta: Você aguenta ser feliz?

Pois é, não basta encontrar sua Alegria, é preciso encarar a Alegria e aguentar ser feliz.

Mas, estou fugindo do tema (e quem me conhece bem de perto, sabe que adoro “abrir muitas abas” sobre diversos assuntos afins, ou não)... Fujo, obviamente, porque ainda não sei responder.

Estou testando algumas das tantas “teorias” que povoam minha alma e escrever um texto por dia, apesar de difícil em certos momentos, dá uma sensação de Alegria.

De qualquer forma, tenho consciência de que, ainda que eu não tenha encontrado tal “felicidade”, há elementos que podem, certamente, nos desviar deste caminho que considero de autoconhecimento. Medo, controle, culpa ou, até mesmo, prazeres temporários que desvirtuam a verdadeira sensação de Alegria.

Então, Cláudio Regis, qual a sua Alegria? O que faz você feliz?

Ainda não sei! Entretanto, o que posso dizer é que procurar por ela já me dá uma ponta de Alegria.

#novembro #desafio #desafio30dias #challenge

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

10 ANOS DE UMA MUDANÇA INCRÍVEL


10 ANOS DE UMA MUDANÇA INCRÍVEL

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“Não tenho mais a cara que eu tinha. No espelho essa cara já não é minha” – Titãs
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Preciso fazer uma confissão! Não consigo reconhecer o rosto que eu tinha há 10 anos! Embora eu lide melhor com essa estranheza hoje, houve um tempo em que eu, de fato, não conseguia me identificar no espelho.
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Sempre tive problemas com meu peso. Com a velha fórmula já consagrada que mistura uma tendência natural, hábitos nada saudáveis e uma incorrigível autoestima em níveis abissais, cheguei onde cheguei! Com apenas 35 anos, eu estava super obeso (obesidade grau III ou mórbida), com hipertensão (já considerada crônica visto que eu precisava tomar 2 remédios por dia), uma esteatose hepática grau III (Um fígado que parecia uma “picanha”) e apneia do sono (onde cheguei a parar de respirar 60 vezes em uma única noite). Não conseguia caminhar, correr, brincar com minha filha ou subir uma escada sem ficar extremamente cansado.
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Talvez, pior do que toda essa situação, era negar a realidade. Acreditar que estava tudo bem e que todas essas coisas eram normais. Mas, não eram!
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No final de 2010, acompanhando a esposa em uma consulta, conheci o Dr. Augusto, ou Guga como ele é conhecido (@augustoajr), e foi quando ele olhou para mim e perguntou se eu não gostaria de reduzir o estômago! Sinceramente, isso nunca tinha passado na minha cabeça, mas respondi “à queima roupa” que sim!
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Dali por diante, passei por todas as etapas de exames pré-operatórios e a cirurgia foi marcada para 25 de fevereiro de 2011. Surgiram várias dúvidas da família e amigos. Muitas vozes contrárias dizendo que era possível um outro caminho ou que “não daria certo” porque conhecia algum fulano que voltou a ganhar peso depois. Enfim, segurei a onda e segui em frente.
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Passaram-se exatamente 10 anos desde que “entrei na faca” (a expressão é um tanto hiperbólica visto que, externamente, foram apenas alguns furos) e as transformações não foram apenas em minha saúde. Ora, não difícil notar a “transformação” que houve em meu corpo.
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Perdi na época um pouco mais de 40kg depois da cirurgia, meu cabelo caiu e meu corpo “diminuiu”! O guarda roupa foi todo renovado e passei a olhar de forma diferente para mim mesmo. A transformação física resultou, também, em transformação interna. Como resultado disso, perdi um pouco mais da timidez tão característica e senti, também, os olhares diferentes (e vou falar de forma bem sincera, “gordofobia” existe).
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E por fim, quero agradecer, acima de tudo, a Deus por sua graça e misericórdia sobre a minha vida. Agradeço a minha família por todo apoio e amor que sempre tiveram por mim. Aos velhos e novos amigos (conheci muitos “irmãos de grampo” nessa caminhada) que sempre estão comigo. E não poderia esquecer do amigo Dr. Guga e toda sua sensacional equipe (@bariatrepb) que me acompanham até hoje.
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Que venham mais 10 anos.