quinta-feira, 11 de novembro de 2021

AXIOMAS (11/30)

 


AXIOMAS (11/30) 

 

Há aproximadamente 4 meses, terminei de ler o livro “12 regras para a vida” do psicólogo clínico canadense Jordan Peterson. Um livro, confesso, que me impressionou bastante, embora seja considerado de “autoajuda” (muitos livros, nesse sentido, dentro de um delimitador comercial, são considerados desta forma).


O livro foi escrito de forma despretensiosa a partir de respostas que ele dava em um fórum de perguntas e resposta chamado “Quora”.


Resumidamente, ele elaborou “um antídoto para o caos” tendo por base suas 12 regras, ou seriam axiomas? 

Axiomas são, de forma simplificada, provérbios ou máximas que expressam verdades sem a necessidade de demonstração. Mas, o mais interessante é que o Jordan, a partir de informações retiradas da psicologia, da antropologia, da biologia, da filosofia ou da história, extrai um profundo conhecimento e junto com muitos dados interessantes.


Eu, particularmente, identifico-me muito com o estilo de escrita do autor. Em cada uma das leis, ele começa a discorrer sobre um assunto extremamente amplo e, aparentemente, sem qualquer correlação com assunto. Tem-se a impressão de que o texto vai se espiralando e se afunilando até o momento que se chega ao ponto de que se quer chegar. Embora escrito de forma pouco rebuscada, há um nível de detalhes impressionantes. 

Neste momento enquanto escrevo, começo a lembrar de outros livros que trazem “regras de ouro”, “lições preciosas” ou “axiomas”. Não sou um tradicionalista, mas prezo por algumas tradições, afinal como alguns dizem, “o melhor caminho é aquele que você já conhece”.


(Não estou dizendo que não devemos questionar os paradigmas estabelecidos, mas saber o porquê de cada coisa. Lembrei de um poema, escrito por Sam Walter Foss [1858-1911], chamado “o trilho do bezerro” onde ele conta que passados 300 anos após um bezerro deixar seu rastro, os homens continuam seguindo seu tortuoso caminho deixado sem pretensão.)


A respeito de certos axiomas, C. S. Lewis fala sobre eles, mas com outro nome, chama-os de “Tao” (ele usa uma terminologia chinesa como algo parecido como “caminho”, “verdade”, “razão”, “lei moral”, “prática” ou “princípios”...). Em seu livro “A abolição do homem”, ele propõe que “ideologias”, que são fragmentos do próprio “Tao”, são como ramos que se rebelam contra a própria árvore e que, por fim, destroem a si mesmos. 

Enfim, regras, axiomas ou, ainda, “Tao”. Não importa como você vai chamar. Dê uma chance aos pioneiros, questione tudo, mas não deixe de enxergar certas verdades que já foram testadas e aprovadas pelo tempo.


Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço. 

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